Joia de Saint-Estèphe, um clássico de Bordeaux que pede paciência — e recompensa com grandeza
A história deste icônico produtor começou com um terreno praticamente ignorado. As terras antes conhecidas como Lande d’Escargeon — uma pequena elevação de pedregulhos e vegetação selvagem às margens do Gironde — só despertaram interesse em 1815, quando Etienne Théodore Dumoulin decidiu plantar vinhedos e construir as bases do Château. O investimento foi visionário: em 1855, na histórica Classificação de Bordeaux, Montrose alcançou o grau de Deuxième Cru. O nome da propriedade vem dos marinheiros que avistavam a coloração levemente magenta da colina e a chamavam de “mont rose”.
Após passar pelas mãos de Mathieu Dollfus e da família Charmolüe — herdeiros dos châteaux vizinhos Cos d’Estournel e Pomys — o château foi adquirido em maio de 2006 pelos irmãos Martin e Olivier Bouygues. Com visão e investimento, revitalizaram a propriedade e seus vinhos com o apoio de Jean Bernard Delmas, ex-enólogo do ChâteauHaut-Brion. O resultado foi uma nova era para Montrose, que reafirmou seu lugar entre os grandes clássicos de Bordeaux.
Hoje, a propriedade conta com 95 hectares de vinhas de cerca de 40 anos, com 9 mil plantas por hectare e rendimento de 50 hectolitros. A produção se divide em três rótulos: o Grand Vin de Montrose, assemblage majoritariamente Cabernet Sauvignon e expressão máxima do terroir da casa; La Dame de Montrose, com proporção maior de Merlot e primeira safra em 1986; e Tertio de Montrose, anteriormente conhecido como Saint-Estèphe de Montrose, de perfil mais acessível, mas igualmente preciso.
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Montrose é um vinho para pacientes — compra-se, esquece-se na adega e abre-se décadas depois. A recompensa está à altura da espera.
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Poucos châteaux de Bordeaux carregam essa combinação de história, terroir e longevidade com tanta naturalidade, elaborando vinhos esculpidos entre os mais longevos da região. Montrose não é apenas um grande vinho — é um compromisso com o tempo.
OS VINHOS









