A revolução que Bordeaux estava esperando — por quem já transformou a Rioja
Fundado em 2022, o projeto traz Olivier Rivière — enólogo multipremiado na Rioja — de volta a sua terra natal, Bordeaux, com 14 hectares em Côtes de Bourg. Após anos de formação na Borgonha e 16 anos produzindo vinhos aclamados em Rioja, na Espanha, Olivier voltou ao sudoeste francês com uma missão clara: mostrar o que Bordeaux pode ser quando se abandona os velhos costumes.
A oportunidade surgiu de forma quase inevitável. Olivier adquiriu inicialmente 8 hectares de encostas que formam um mosaico de microclimas. Logo depois, seu único vizinho — que já cultivava de forma orgânica — ofereceu os 7 hectares restantes. A possibilidade de trabalhar uma superfície contínua, livre de interferências químicas vizinhas, foi irresistível.
Em parceria com um geólogo, Olivier delimitou suas microparcelas acompanhando as transições das camadas geológicas. No ponto mais alto está Le Grand Puy, parcela principal com calcário de Astéries — o mesmo de Saint-Émilion — próximo à superfície, exposição norte e altitude que a protege das geadas. Nas planícies, o solo transita para o molasse de Fronsadais, composto por arenitos e xistos típicos dos terroirs mais preciosos de Bordeaux. Nas zonas mais baixas, um leito rochoso repleto de fósseis de ostras.
Embora a Côtes de Bourg seja historicamente terra de Merlot, Olivier enxertou imediatamente Cabernet Franc — com resultados excepcionais nas primeiras colheitas — e introduziu Sémillon em 2024. A vinificação é rigorosamente por parcelas, com colheita manual e dupla seleção. As fermentações ocorrem em tanques neutros antes do estágio em barricas da Borgonha, de Rioja e do Château Haut-Brion, além de foudres e ovos de concreto horizontais — explorando micro-oxigenação e contato com as borras finas.
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Bordeaux é um terroir histórico com um classicismo que só precisa de uma renovação. Esta é a única região em França que ainda precisa de uma revolução na viticultura — e estou aqui para liderá-la.
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Com o padrão de excelência da Borgonha e a experiência das zonas quentes da Espanha, Olivier Rivière chega a Bordeaux não para seguir a tradição — mas para reescrevê-la.
OS VINHOS









