Clube do Vinho

E fecha-se a seleção de Agosto do Clube do vinho França da Clarets, assinado pelo Sommelier Manoel Beato. Apreciemos esta primorosa seleção de vinhos franceses de regiões diversas:

Les Terrasses de L'Empire

Produtor: George Vernay

Safra 2015
País França
Região Rhone
Sub-Região/Apelação Condrieu
Volume 750ml
Uvas Viognier
Temp. de Serviço 11º – 13º
Álcool 13,5%

“É no norte da Região do Rhone onde se elaboram os melhores brancos da uva Viognier do planeta, especificamente na região de Condrieu, colada à Cotê-Rotie. O Domaine Georgers Vernay se tornou o grande responsável pelo aprimoramento dos vinhos desta área, elaborando vários brancos de diferentes terroir. Este aqui que apresentamos, o Terrases de L’empire é sinônimo de delicadeza, frescor, fineza, ainda que expresse uma certa maciez relativamente aveludada, típica dos vinhos provenientes desta uva cheia de perfumes.”

Condrieu é uma denominação de origem localizada no norte da região do Rhone, em torno de 500 km ao Sudeste de Paris. A cidade importante mais próxima é Lyon, 35km ao Norte de Condrieu. As duas apelações de origem mais importantes para a produção de vinhos brancos no Rhone são Condrieu e Hermitage, ambas localizadas no Rhone norte, mas cada uma com características totalmente distintas tanto nas uvas como no estilo dos vinhos. Podemos dizer que as características de Condrieu são únicas no Rhone e também na França. Nesta região são produzidos somente vinhos brancos, e a única uva utilizada é a Viognier, uva originária desta região. A Viognier hoje em dia é bastante famosa no mundo, mas em Condrieu consegue alcançar níveis de qualidade incomparáveis com qualquer outro lugar, originando vinhos que estão entre os melhores brancos produzidos na França e no mundo.

O Domaine George Vernay teve início em 1938 quando Francis Vernay começou a plantar vinhas nesta propriedade localizada em Condrieu no norte do Rhone. Como muitos dos viticultores da época, Francis cultivava uvas juntamente com outros vegetais e, percebendo que estava uma das mais privilegiadas propriedades da região, tomou um passo incomum na época e passou a engarrafar o próprio vinho e vender para os restaurantes da região. O filho de Georges assumiu a propriedade em 1953, época em que quase todos os vinhedos de Condrieu estavam abandonados. Sua primeira ação foi limpar a propriedade das outras culturas de vegetais e frutas para se concentrar somente o vinho. Nos 30 anos que esteve na presidência da Associação de produtores de Condrieau, George ajudou a restaurar a reputação da apelação de Condrieu.
Antes de se aposentar em 1996, George perguntou para seus dois filhos e sua filha se gostariam de assumir o Domaine. Somente sua filha, Christine, se interessou, surpreendendo toda a família, uma vez que na sua juventude sempre ajudou na propriedade, mas nunca nas vinhas ou na Adega. O Domaine era famoso pelos seus excelentes vinhos brancos feitos com a uva Viognier e Christine foi a responsável por desenvolver os vinhos tintos. Em suas palavras, fazer um vinho tinto é algo sobre energia, movimento e atenção imediata, enquanto fazer um vinho branco é uma prática muito mais calma e delicada. Chirstine ressalta que trabalhar com a Viognier não é uma tarefa fácil, pois é muito sensível a temperatura, propensa a coulure, gera rendimentos irregulares, além de poder ser excessivamente aromática, alcoólica e faltar acidez. Para ela o segredo é que a uva não ultrapasse a maturidade, conseguindo, assim, frescura, complexidade e sutileza. Nos dias de hoje o maior desafio de Christine Vernay, atualmente membra da Academia do Vinho da França, é tornar o Domaine totalmente livre de herbicidas, o que demanda um enorme trabalho manual, além de ser muito caro, no entanto, para ela é essencial dar o exemplo para outros produtores.

As vinhas deste elegante Condrieau possuem em média 35 anos de idade e estão localizadas em pequenas parcelas na encosta íngreme Condrieau, o que torna impossível o uso de máquinas para sua manutenção, sendo, desta forma, mantidas manualmente e todos os tratamentos são feitos com produtos orgânicos. A colheita é totalmente feita à mão, as uvas são colhidas no máximo de sua maturidade. A vinificação ocorre em tonéis de carvalho em um ambiente com temperatura controlada e o envelhecimento em barris e tonéis de carvalho durante oito meses antes de serem engarrafados.

Clos de L'Oratoire

Produtor: Comtes von Neipperg

Safra 2013
País França
Região Bordeaux
Sub-Região/Apelação Saint-Émilion
Volume 750ml
Uvas Merlot | Cabernet Franc
Temp. de Serviço 16º – 18º
Álcool 13,5%

A uva Merlot rege este tinto que é a cara da modernidade bordalesa. Um tinto super estruturado, pleno de frutas maduras mesmo jovem, com pitadas de especiarias, chocolate e madeira. É um vinho exuberante, que enche a boca. Um dos grandes vinhos que aprimorou sua qualidade nessa última década.”

Bordeaux é uma das mais importantes regiões produtoras de vinho da França, está localizada em torno de 500 Km a Sudoeste de Paris. Saint-Emillion é uma sub-região de Bordeaux, localizada na margem direita do rio Gironde, junto de Pomerol são as duas regiões mais importantes deste lado do Gironde. Saint-Emillion está situada em torno da cidade medieval de mesmo nome e é uma região de vinhos elegantes e com enorme prestígio internacional. É considerada a mais antiga apelação produtora de vinho da região de Bordeaux, com uma história que data dos tempos da Roma antiga. O nome desta sub-região veio de um monge Beneditino chamado Emilian, que morava na área e foi responsável por criar a famosa igreja de pedra calcária, no vilarejo central de St-Emilion, hoje, patrimônio protegido pela Unesco. Atualmente Saint-Emilion é das maiores regiões produtoras de vinho de Bordeaux, e abrigando aproximadamente 800 produtores. Os principais produtores localizados na região são: Cheval Blanc, Angelus, Ausone e Pavie.
As principais uvas produzidas em Saint-Emilion são a Merlot e a Cabernet Franc. Enquanto a Merlot é responsável pela textura, sabores suaves e riqueza ao vinho, a Cabernet Franc adiciona a qualidade aromáticas como flores e especiarias, bem como tanino e estruturas.

A propriedade remonta a meados do século 19, fundada pela família Beylot, uma empresa de negociantes de Libourne. Está localizada no nordeste da região de Saint-Émilion. Desde a sua origem, esta vinha foi comandada em estreita colaboração com o seu vizinho maior, Peyraud, que, posteriormente, veio a ser Château Peyrau.  Identificado como tendo as melhores parcelas, o Clos de l’Oratoire foi separado de Peyrau e, pela reclassificação de Saint-Émilion em 1969, o Clos de l’Oratoire foi classificado como Grand Cru Classé. Em 1972,  parte das ações foram compradas por Joseph-Hubert, Graf von Neipperg, e em 1991 passou o controle para seu filho, Comte Stephan von Neipperg, que comprou os restantes 30% dos outros investidores. A família Neipper també é proprietária dos Chateau Canon La Gaffeliere, La Mondotte e também do Chateau Peyreay. O Chateau possui cerca de 13 hectares e é ideal para a plantação de Merlot, variedade que ocupa 80% das terras,  por possuir um solo arenoso e um subsolo de argila. Atualmente quem está no comando da produção dos vinhos é o enólogo Stéphane Derencourt.

Von Neipperg juntamente com o enólogo Stéphane Derencourt adotam uma abordagem biodinamica à gestão agrícola e vitivinícola da propriedade, ou seja, sem uso de herbicidas, pesticidas e inseticidas, o que valoriza as características primárias da uva. A colheita das uvas é feita manualmente em pequenas caixa e, após esta fase, são classificadas em antes e depois do desengace. Não há esmagamento. A fermentação ocorre em barris de madeira em temperatura controlada, sendo 20 dias na safra 2013 e com extração pneumática. Já a fermentação malolática é feita em  barris de carvalho, sendo 55% novos, por um período de 15 meses e também não há filtragem.

Saint-Joseph Vieilles Vignes

Produtor: Tardieu-Laurent

Safra 2014
País França
Região Rhone
Sub-Região/Apelação Saint-Joseph
Volume 750ml
Uvas Syrah | Serine
Temp. de Serviço 15º – 17º
Álcool 12,5%

Eis uma denominação (Saint-Joseph) que elabora seus vinhos com a Syrah, podendo rivalizar e, em muitos casos, até mesmo ser de melhor qualidade do que muitos Syrah de Côte-Rotie e Hermitage. Michel Tardieu e Dominique Laurent, o primeiro mestre do Rhone e o segundo mestre da Borgonha, se uniram para criar alguns dos vinhos mais voluptuosos, sedosos e aromaticamente ricos como este que vocês terão a oportunidade de provar. Tinto marcante, com muito extrato e belo acabamento.”

Saint-Joseph Rhone é uma denominação de origem localizada no norte da região do Rhone, em torno de 500 km ao Sudeste de Paris. A cidade importante mais próxima é Lyon, 40 km ao Norte. A região do Rhone é dividida em norte e sul, cada parte com características bem distintas. A região norte, onde se encontra Saint-Joseph, tem seus vinhedos nas colinas íngremes do vale do Rio Rhone plantadas sob solo granítico, e o clima continental é o principal influenciador. Na região sul, mais próxima do litoral, o clima mediterrâneo, característico por invernos mais amenos e verões bastante, age sobre os vinhedos. Os vinhos de cada região são totalmente distintos, tendo a estrela principal para vinhos tintos do norte a uva Syrah e no sul a uva Grenache. A Syrah, famosa em diversos locais do mundo como Austrália, Chile e Argentina, é originária do Rhone norte, e aqui consegue atingir os maiores níveis de qualidade. Podemos dizer que no Rhone norte encontram-se a maioria dos melhores vinhos tintos do Rhone e da França, produzidos em apelações diferentes, porém sempre tendo como uva a Syrah. As apelações com maior qualidade e mais famosas são Hermitage, Cote Rotie, Crozes Hermitage e Saint-Joseph.

O Chateau Tardieu-Laurent foi fundado em 1994 e têm seu nome advindo dos seus dois fundadores:  Michel Tardieu e Dominique Laurent. Antes de entrar para o mundo dos vinhos Laurent era confeiteiro, ao contrário de Tardieu, que sempre teve interesse em vinhos desde sua juventude. Quando iniciaram a parceria, Tardieu já era um experiente negociador de vinhos. Situado na comuna de Lourmarin, o chateau hoje é administrado somente por Michel Tardieu. Michel dedica a maior parte de seu tempo na seleção das melhores parcelas e uvas, trabalho feito através do desenvolvimento de uma relação com produtores de baixo rendimento na região, que possuem parcelas específicas e de alta qualidade, em grande parte de videiras antigas.  Tardieu trabalha em estreita colaboração com estes produtores para garantir a melhor criação das vinhas possível.  Sua espoa Michele é a responsável por divulgar e comunicar a filosofia de Michel, tendo como principal ponto o fato de ele acreditar que o vinho deve representar exatamente a sua safra e o terroir, tendo uma intervenção mínima e usando apenas ingredientes de alta qualidade. Refere-se a si mesmo como um “terroirista”.

Este excelente vinho do norte do Rhone é feito majoritariamente com a uva Syrah e possui um pouco da uva Serine. A Syrah é responsável pelas características principais e pela identidade do vinho, enquanto a Serine, considerada por muitos especialistas um clone da Syrah e originária de Côte-Rôtie é responsável por arredondar e pelos aromas mais complexos do vinho. Duas das principais características responsáveis pela alta qualidade deste vinho são o baixíssimo rendimento do vinhedo e a idade média das videiras, uma vez que as Serine possuem vinhas com mais de 100 anos de idade média, enquanto as vinhas de Syrah possuem mais de 60 anos de idade média. Estes dois fatores na visão de Michel Tardieu são os mais importantes para a diferenciação de um bom vinho para um excepcional vinho. A colheita deste vinho é feita 100% manual, depois de vinificado ele envelhece por 12 meses em barricas novas. O vinho não é filtrado antes de engarrafar.

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