Clube do Vinho

Abrimos a caixa da seleção de Novembro do Clube do vinho França da Clarets, assinado pelo Sommelier Manoel Beato. Vamos degustar esta seleção de vinhos franceses de regiões diversas:

Tardieu-Laurent Châteauneuf-du-Pape 2014

Produtor: Château Tardieu-Laurent

Safra 2014
País França
Região Rhone
Sub-Região/Apelação Chateauneuf-du-Pape
Volume 750ml
Uvas Grenache | Syrah | Cinsault
Temp. de Serviço 16º – 18º
Álcool 14,5%

Essa é a história de um Chateaunef du Pape de um produtor-caçador de vinhas velhas de qualidade. Na composição, o predomínio da grenache de primeira oferece-nos um tinto concentrado, robusto mas com taninos dos mais macios. Gustativamente prazeroso, mas certamente se tornará mais rico em aromas e sabores com mais alguns anos em garrafa. Entre os aromas/sabores sentidos estão as frutas bem maduras, o terroso, o tostado e as especiarias, que boa parte saem da madeira onde foi envelhecido. Sou fã desse Domaine( Tardieu-Laurent )que, quase sempre acerta, seja no norte ou no sul desse abençoado Rhône.

A região do Rhone está localizada em torno de 500 km ao Sudeste de Paris. A cidade importante mais próxima é Lyon, 40 km ao Norte. Chateneauf du Pape é uma denominação de origem localizada ao sul da região do Rhone, na margem leste do rio Rhone, e sua área com 3200 hectares é a maior e mais importante AOC da região. A região do Rhone é dividida em norte e sul, cada parte com características bem distintas. A região norte, tem seus vinhedos nas colinas íngremes do vale do Rio Rhone plantadas sob solo granítico, e o clima continental é o principal influenciador. Na região sul, onde está localizada a região de Chateneauf-du-Pape, é mais próxima do litoral, o clima mediterrâneo , característico por invernos mais amenos e verões bastante. Em Chateneauf-du-Pape, diferentemente das outra regiões produtoras de vinhos da França, uma grande variedade de uvas são usadas, 18 uvas são autorizadas pela AOC a fazer parte dos blends. A uva Grenache está presente como majoritária na maior parte dos blends, sendo responsável, juntamente com a Cinsault, pela potência e calor dos vinhos. A AOC de Chateauneuf-du Pape tem diversas leis próprias, uma delas é proibir o uso de uvas fora das 18 regulamentadas, outra é o teor alcoólico dos vinhos ser de no mínimo de 12,50%, o mais alto de toda a França, fator que naturalmente já é seguido pois os melhores produtores dificilmente fazem vinhos com graduação inferior a 13,50%. Mais uma legislação local é a obrigatoriedade de todas garrafas terem em alto relevo o símbolo das chaves que simbolizam as cruzadas de São Pedro.

O Chateau Tardieu-Laurent foi fundado em 1994 e têm seu nome advindo dos seus dois fundadores: Michel Tardieu e Dominique Laurent. Antes de entrar para o mundo dos vinhos Laurent era confeiteiro, ao contrário de Tardieu, que sempre teve interesse em vinhos desde sua juventude. Quando iniciaram a parceria, Tardieu já era um experiente negociador de vinhos. Situado na comuna de Lourmarin, o chateau hoje é administrado somente por Michel Tardieu. Michel dedica a maior parte de seu tempo na seleção das melhores parcelas e uvas, trabalho feito através do desenvolvimento de uma relação com produtores de baixo rendimento na região, que possuem parcelas específicas e de alta qualidade, em grande parte de videiras antigas. Tardieu trabalha em estreita colaboração com estes produtores para garantir a melhor criação das vinhas possível. Sua espoa Michele é a responsável por divulgar e comunicar a filosofia de Michel , tendo como principal ponto o fato de ele acreditar que o vinho deve representar exatamente a sua safra e o terroir, tendo uma intervenção mínima e usando apenas ingredientes de alta qualidade. Refere-se a si mesmo como um “terroirista”.

Este excelente vinho do sul do Rhone é feito majoritariamente com a uva Grenache e Syrah e possui um pouco da uva Cinsault. Duas das principais características responsáveis pela alta qualidade deste vinho são o baixíssimo rendimento do vinhedo, o que contribui diretamente para a alta qualidade, e a idade média das videiras. As vinhas de Grenache possuem de 60 a 80 anos enquanto as de Syrah estão por volta dos 40 anos. Estes dois fatores na visão de Michel Tardieu são os mais importantes para a diferenciação de um bom vinho para um excepcional vinho. A colheita deste vinho é feita 100% manual, depois de vinificado ele envelhece por 12 meses em barricas de carvalho Allier et Tronçais e depois 6 meses em bottis. O vinho não é filtrado antes de engarrafar.

Château La Clémence Pomerol 1996

Produtor: Château La Clémence

Safra 1996
País França
Região Bordeaux
Sub-Região/Apelação Pomerol
Volume 750ml
Uvas Merlot | Cabernet Franc
Temp. de Serviço 16º – 18º
Álcool 13%

Para os padrões de Bordeaux, o Chateau La Clemence é minúsculo, com seus apenas três hectares que produzem entre cinco e seis mil garrafas, sendo composto majoritariamente por Merlot com um pouco de Cabernet Franc. Um belíssimo Pomerol que conta um pouco da história dessa comuna, já que, possui vinhas em seis diferentes parcelas. Aqui, trouxemos uma edição especial: por ser de uma grande safra, e por estar na sua plenitude de envelhecimento. Um vinho cheio de afabilidade e complexidade. Maduro, está no ponto para ser apreciado, ainda que possa caminhar por mais três à cinco anos.

Bordeaux é uma das mais importantes regiões produtoras de vinho da França, está localizada em torno de 500 Km a Sudoeste de Paris. Pomerol é uma sub-região de Bordeaux, localizada na margem direita do rio Gironde, junto de Saint Emillion são as duas denominações de origem mais importantes deste lado do Gironde. Pomerol é a menor das principais regiões vinícolas de Bordeaux, com 800 hectares e abrigando aproximadamente 150 produtores. As primeiras vinhas de Pomerol datam do ano 1300, mesmo ano em que a cidade comercial de Libourne foi fundada pelos ingleses. Em 1700 os produtores começaram a trocar as plantações de trigo pelo cultivo de uvas, sendo, naquela época a principal uva da região a Cabernet Franc, enquanto a Merlot foi introduzida algumas décadas depois. A apelação de Pomerol foi criada 1936, e decidiu-se que somente as uvas Merlot, Cabernet Franc, Carbernet Sauvignon e Malbec poderiam ser plantadas na região e que todos os produtores, com raras exceções, deveriam produzir os vinhos no seu próprio Chateau. Com o passar do tempo a região foi se especializando na uva Merlot, e ficou conhecida como a melhor região para o cultivo desta uva em toda a França. Em Pomerol encontram-se alguns dos mais renomados e conhecidos produtores do mundo, dentre eles o Chateau Petrus, Le Pin, Le Bon Pasteur, Lafleur e La Clemence.

O Chateau La Clemence foi comprado pela família Dauriac em 1996. Na época, Christian Dauriac já era um experiente fabricante de vinhos de Bordaux, uma vez que ele já possuía uma propriedade em St. Emilion. Christopher Dauriac instalou-se em Chateau La Clemence sob o conselho de seu consultor, o renomado Michel Rolland. Chateau La Clemence estava em um péssimo estado no momento da compra. As primeiras safras do La Clemence após a compra por Dauriac tiveram que ser feitas no Chateau Bon Pasteur, local onde Michel Rolland estava na época. A primeira safra produzida no próprio Chateau, após sua total reorganização, foi a de 2002.

No Chateau La Clemence as vinhas tem em média 50 anos e, em termos de densidade, existem cerca de 6000 plantas por hectare, sendo 85% Merlot e 15% Cabernet Franc. Estão situadas sob solos secos e profundos e arenosos, de coloração vermelha. A colheita é 100% manual e é um dos únicos produtores de Bordeaux que usam pisa pé para a elaboração do mosto. A vinificação ocorre em 6 pequenas cubas de madeira com temperatura controlada, cada uma para uma parcela. A fermentação malolática ocorre em barris. O envelhecimento ocorre em barris de carvalho francês 100% novos por 18 meses. A quantidade produzida em cada safra é de aproximadamente 600 caixas.

Champagne Philipponnat Royale Réserve Brut

Produtor: Philipponat

Safra NV
País França
Região Champagne
Sub-Região/Apelação Valée-de-La Marne
Volume 750ml
Uvas Pinot Noir | Chardonnay | Pinot Meunier
Temp. de Serviço 8º – 10º
Álcool 12%

O Champagne Philipponat me conquistou há oito anos com seu rosé de alta classe, fineza sentida também nesse brut branco. Imaginem uma tradição familiar de quase quinhentos anos que perdura até hoje com um estilo particular só usado por poucos: o solera, método que consiste em envelhecer em madeira vinhos que serão mesclados ano à ano com outros da safra mais jovem. Isso cria uma potência com muita complexidade aromática e cremosidade gustativa que nos dá a sensação de encher a boca. Intensa, logo no primeiro gole já nos toca o coração.

Champagne é uma região localizada a 145 Km ao nordeste de Paris. Sua maior e principal cidade é Reims. A proximidade da área a Paris promoveu o sucesso econômico da região em seu comércio de vinho, mas, durante as guerras, também colocou as aldeias e vinhas no caminho dos exércitos de marcha em seu caminho para a capital francesa. Apesar da frequência destes conflitos militares, a região desenvolveu uma reputação de produção de vinho de qualidade no início da Idade Média e conseguiu continuar a reputação, já que os produtores da região começaram a fazer vinho espumante com o advento das grandes casas de champanhe nos séculos XVII e XVIII . As principais uvas cultivadas na região incluem Chardonnay, Pinot noir e Pinot Meunier. A sub-região de Valée-de-la-Marne está localizada ao longo do Rio Marne, ao oeste de Epernay e é conhecida como o país Pinot Meunier. As geadas constantes e solo predominantemente de argila e areia ao invés de calcário propiciam o ambiente ideal para que Pinot Meunier amadureça mais cedo e tenha excelente qualidade.

A história do produtor remonta de 1522 quando Aprvil de Phillipponnat se estabeleceu entre Ay e Dizy. Os membros da família Philipponnat eram, no século 16, comerciantes e produtores de uvas, vendendo sua produção toda praticamente para a corte de Luis XIV e para os magistrados e prefeitos de Ay, cidade dependente diretamente da Coroa Francesa. Atualmente a propriedade possui 17 hectares de vinhas situada no coração de Champagne em Ay, Mareuil-Sur-Ay e Avenay, classificadas como Premier e Grand Cru. O maior desafio de Philipponnat é preservar o precioso e frágil terroir herdado há séculos, utilizando métodos naturais para tratar e arar o solo, usando enxadas e cavalos.

O Champanhe Philipponnat Royale Réserve Brut é feito com um Blend de 65% Pinot Noir, 30% Chardonnay, 5% Pinot Meunier. A primeira prensa é feita com uvas dos vinhedos Grand Crus e Premiers Crus localizados no coração de Champanhe. 20% a 30% dos vinhos reservas são envelhecidos em barris de madeira usados utilizando-se o sistema solera, sempre utilizado em Jerez, para incorporar vinhos mais antigos sem perder o frescor. A vinificação é feita pelo método tradicional para evitar a oxidação prematura. A fermentação malolática e o envelhecimento dos vinhos reserva ocorrem em barricas para que os aromas se desenvolvam. É envelhecido nas caves da Casa a uma temperatura constante de 12º durante 3 anos, muito mais do que o requisito mínimo legal de 15 meses.

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