Clube do Vinho

Esta é a caixa da seleção de Dezembro do Clube do vinho França da Clarets, assinado pelo Sommelier Manoel Beato. Brindemos e provemos esta seleção de vinhos franceses de regiões diversas:

Leroy Aligoté 2014

Produtor: Maison Leroy

Safra 2011
País França
Região Borgonha
Sub-Região/Apelação Borgonha Aligoté
Volume 750ml
Uvas Aligoté
Temp. de Serviço 10º – 12º
Álcool 12,5%

Aligoté é uma das uvas da Bourgogne. Uma uva que ficou esquecida, pois resultava em vinhos muito ácidos. Graças a ela, deu-se a origem ao coquetel chamado Kir, onde, para abrandar-se a acidez dos vinhos, era adicionado o licor de cassis. Típico da região. Com a evolução da Aligoté, os produtores começaram a perceber, que poderiam encontrar além de vinhos acidros algo diferente. E aqui nós temos, simplesmente, o mais esplêndido dos produtores da Bourgogne, fazendo este Aligoté, Domaine Leroy. Este produtor que prepara para vocês um Aligoté que é diferente de todos, que possui uma complexidade, já começando pela cor, que é um dourado intenso, brilhante. Com um nariz que parece uma junção de mineral e tostado, misturado com aqueles aromas de frutas maduras e matérias orgânicas. E na boca uma densidade, perfeitamente cortada pelo frescor da Aligoté, um vinho realmente instigante.”

Borgonha é uma região localizada a 260km a Sudoeste de Paris. Sua maior e principal cidade é Dijon. Outra cidade muito importante é Beaune, localizada no coração da região. Borgonha tem sua história difundida junto da história dos vinhos na França, os monges cistercianos foram os responsáveis por demarcarem a região, trabalho que durou séculos. As propriedades da região são geralmente muito pequenas, e os vinhos são produzidos em pequenas quantidades, sendo a região mais cara na média de preços de vinhos em toda a França. A plantação da uva Aligote na Borgonha ocupa uma área de aproximadamente 1.700 hectares e é a segunda uva mais popular, atrás apenas da Chardonnay que ocupa uma faixa 12.800 hectares.

A Maison Leroy é um dos produtores mais respeitados de Borgonha.
No comando da casa está a Madame Lalou Bize-Leroy, figura ícone em Borgonha e no mundo dos vinhos. A Madame Leroy é tão importante que sua história se confunde com a própria história de Borgonha. Ela esteve a frente do Domaine Romanee Conti até 1989, gerenciando a propriedade e assinando todas as garrafas. Junto de Aubert de Villaine, foi responsável por construir a fama dos Romanee Conti, e, por consequência, contribuiu muito para a história de Borgonha. Após 1989, a Madame Leroy começou a fazer seus próprios vinhos, os quais levam o seu nome. Ela utiliza técnicas biodinâmicas em todos seus vinhedos, desde 1988, ou seja, não utiliza nenhum tipo de fertilizante, agrotóxico, herbicida, inseticida ou pesticida no cultivo das vinhas.

O Leroy Aligote é feito com a uva de mesmo nome, plantada pela primeira vez no século 18 e quase que exclusivamente em Borgonha. É uma uva de rendimento moderado que tende a ser melhor no Sudeste e nos anos quente e secos . A plantação é totalmente biodinâmica, onde usa-se diversas misturas de chás e ervas escolhidas segundo a necessidade de cada vinha. É também levada em consideração a condição do solo, a posição da lua, do sol e dos planetas. A colheita é feita manualmente, com uma severa classificação das uvas antes da iniciar a vinificação, as quais são levadas até a cava em pequenas cestas em caminhões refrigerados. Após a prensa, os vinhos vão até a primeira cava subterrânea, onde ficam até a fermentação malolática A fermentação ocorre lentamente em largos barris de madeira sem desengace para evitar a oxidação e para preservar as leveduras nativas presentes na casca das uvas. Após essa fase, vão para a segunda adega mais profunda e mais fria, onde ficam até serem engarrafados.

Château du Cèdre 2014

Produtor: Château du Cèdre

Safra 2014
País França
Região Cahors
Volume 750ml
Uvas Malbec | Merlot | Tannat
Temp. de Serviço 16º – 18º
Álcool 13%

Cahors, denominação do sudoeste da França, o berço da uva Malbec e o Château du Cèdre que é um dos principais produtores da região de Cahors, que produzem vinhos bastante longevos, mas muito agradáveis também em sua juventude. Como é o caso deste Cahors do Château du Cèdre, que desde 2012, é um vinho orgânico, desta propriedade familiar muito bem cuidada de pai pra filho. Com uma cor vermelha intensa, mas já com uma esmaecida devido a um pequeno envelhecimento em madeira por mais de 20 meses. No nariz, várias notas muito bem equilibradas de especiarias, pimentas, madeira, frutas vermelhas e com um lado floral. No gole, ainda que relativamente jovem, bem seco, sugiro uma certa antecedência para abrir ou talvez um tempo em decanter para aerar. Um vinho bastante cortante, que tem força, perfeito para acompanhar um bom jantar. Expressa bastante sabores e aromas.”

A cidade Cahors é a capital do departamento de Lot, que fica na região francesa chamada Midi-Pirineus e está situada nas margens do Rio Lot e está localizada a 576,7 km ao sul de Paris. A cidade era conhecida como Divona durante o período romano. A região é o berço da uva Malbec, e foi descoberta por um húngaro chamado Malbek. No entanto, apesar de a Malbec ser a estrela da região, Cahors possui a maior diversidade de castas de uvas plantadas dentre todas as regiões da França, sendo que 80% da produção total é de uvas tintas. A denominação Cahors, oficializada no ano de 1971, compreende somente vinhos tintos, enquanto os vinhos brancos e tintos produzidos na região são rotulados como Vin de Pays. Segundo a legislação, os vinhos Cahors devem ser produzidos com no mínimo 70% de Malbec e com um limite de 30% de Merlot. Devido a sua cor intensa, advinda de um processo fermentado era fervido, o vinho denominado Cahors ficou conhecido como o “vinho negro”.

A história do Chateau du Cedre Cahors remonta ao século XX, quando Charles, junto com sua esposa Marie-Thérèse iniciaram uma fazenda no Sul da França com culturas misturadas em 1958, plantando algumas videiras na propriedade e adicionando um hectare de vinhas. Charles, enquanto ainda destilava lavanda, engarrafou sua primeira garrafa em 1973. Seus filhos Pascal e Jean-Marc seguiram sua paixão pelos vinhos. Enquanto o primeiro enologia em Macon Davaye e viticultura em Borgonha e no Vale de Napa, o segundo é um qualificado enólogo formado que obteve sua primeira vinificação em La Tour de Blanche em Sauternes. Enquanto Jean-Marc é responsável pelas vinhas, Pascal cuida dos vinhos e sua distribuição. Desde o início, seu projeto baseia-se em uma grande cumplicidade e na convergência de seus pontos de vista.

O Chateau du Cedre Cahors é feito de vinhas que se situam em dois tipos de solos: Um composto por argila pedregosa e Calcário, que produzem vinhos com taninos finos e o outro composto por de argila e areia que produzem vinhos mais poderosos e densos.
O chateau du Cedre Cahors é um típico exemplo de Malbec, na região de Cahors, e tem como característica principal sua potencia, riqueza e complexidade. Após a colheita manual é feito o desengace completo e uma prensagem delicada. A vinificação ocorre em um tanque de aço inoxidável durante um período de 30 dias. A fermentação malolática é realizada diretamente em barricas de carvalho por um período que varia entre 20 e 22 meses.

Château Suduiraut 1999

Produtor: Château Suduiraut

Safra 1999
País França
Região Bordeaux
Sub-Região/Apelação Sauternes
Volume 750ml
Uvas Semillon | Sauvignon Blanc
Temp. de Serviço 10º – 12º
Álcool 12,5%

Sauternes é o berço esplêndido dos vinhos de sobremesa do mundo! Aqui nós temos os mais espetaculares vinhos de sobremesa do mundo e o Suduiraut é um dos melhores vinhos da região. Um vinho doce, claro com o açúcar natural da própria uva, feito com uvas podretizadas, ou seja, com uvas atacadas pelo famoso fungo chamado de Botrytis Cinerea, que faz vinhos muito longevos, mas este de 1999 já evoluiu a ponto de nos permitir sentir uns dos aromas mais fantásticos destes vinhos de sobremesa, com uma cor já laranja, âmbar, que denota esta evolução. Primeiro que a intensidade de seu perfume, é algo que desce até o coração. Vem com a sua doçura e ao mesmo tempo com uns aromas que são bastante sugestivos, com florais, compotas de frutas, mas passando por algumas especiarias, como toques de açafrão e um toque de mineral que marca a qualidade de um grande vinho da região de Sauternes. Um vinho de uma licorosidade pefeita. Parece uma seda, algo único. Muito bem integrado, sem ser doce demais. Chama para mais um gole. Uma doçura perfeita. Um vinho certeiro para celebrar o Natal.”

Bordeaux é uma das mais importantes regiões produtoras de vinho da França, está localizada em torno de 500 Km a Sudoeste de Paris. Sauternes, situada a 40km de Bordeaux, é uma sub-região de Graves, e é conhecida por fazer os melhores vinhos doces ou de sobremesa do mundo.
A intensa doçura é o resultado de as uvas serem afetadas por Botrytis Cinerea, um fungo comumente conhecido como podridão nobre. No outono, o rio Ciron produz uma névoa que desce sobre a área e persiste até depois do amanhecer. Essas condições são favoráveis ​​ao crescimento do fungo que, ao atingir a uva e atravessar sua pele, gera grande perda de água, deixando, assim, o sumo da uva com uma maior concentração de açucares. As três uvas principais desta área são Sémillon, que representa aproximadamente 80% das uvas plantadas na região, Sauvignon Blanc e Muscadelle. Um vinho com a denominação Sauternes deve ter um nível mínimo de 13% álcool.

A propriedade, localizada na região de Sauternes, leva o nome da família que deu origem ao Chateau, no ano de 1580, com o casamento de Leonard Suduiraut. O castelo da propriedade foi saqueado e queimado durante a revolução de Fronde, sendo reconstruído no século 17. Foi renomeado Cru do Roy no século 18, após ter sido passado a Jean Joseph Duroy, barão de Noaillan e sobrinho da família Saduiraut. No dia 18 de abril de 1855 , a propriedade foi classificada como Premier Cru durante o programa oficial de classificação de vinhos na área vitivinícola de Gironde. Em 1992 a propriedade foi adquirida pelo grupo AXA Millesimes com o objetivo de preservar e perpetuar a respeitada gestão de vinhas e vinificação de Saduiraut. Atualmente, a propriedade que ocupa um espaço de 92 hectares, é abrangida pelas generosas névoas fornecidas pelos Rios Ciron e Garonne e seu solo, arenoso e com cascalho, ajudam as uvas a amadurecer mais rapidamente e gera um ambiente favorável para o desenvolvimento da podridão nobre.

Após a colheita manual da uvas, estas seguem imediatamente para a prensa, a qual extrai o sumo durante 3 a 4 horas. Após esta fase, o mosto decanta por uma noite, seguindo então para a fermentação, que dura de 3 a 4 dias. A fermentação ocorre em barris de carvalho em ambiente com temperatura controlada por aproximadamente cinco semanas. Aproximadamente 80% das uvas utilizadas para a produção do blend do Suduiraut são afetadas pela podridão nobre.

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