O Loire em sua expressão mais pura e lendária
A história de Clos Rougeard é bastante antiga. Ainda no século XVII, a propriedade nasceu nas terras de Chacé, uma vila estabelecida não muito longe de Saumur, no vale do Loire, e permaneceu na mesma família durante oito gerações até chegar aos “irmãos Foucault”, Charly (Jean-Louis, falecido em 2015) e Nady (Bernard). Eles foram pioneiros da agricultura orgânica desde o início e sempre foram fiéis às tradições de uma vitivinicultura que respeita e expressa o melhor do terroir.
Mas foi em 1993, durante uma degustação de clássicos do Pomerol em Paris, que se criou a lenda em torno de Clos Rougeard. Os organizadores colocaram um rótulo de Le Bourg 1990 em meio a ícones como Pétrus, Trotanoy e Le Pin da mesma safra. Mas a cuvée se destacou acima de todos e mostrou o potencial dos Cabernet Franc do Loire.
São 11 hectares de vinhedos distribuídos por 20 parcelas que se estendem majoritariamente sobre solos argilosos e calcários, com vinhedos em agricultura orgânica há oito gerações, ou seja, nunca viram um produto químico em séculos. As produções são mínimas (seis cachos por videira), com uvas colhidas à mão e envelhecimento muito longo (dois anos em barricas e depois mais dois em garrafas). “O importante é deixar o vinho tranquilo”, é a máxima em Clos Rougeard. São apenas quatro rótulos: Les Clos, Les Poyeux e Le Bourg, tintos 100% Cabernet Franc, e Brézé, branco 100% Chenin Blanc.
Após a morte de Jean-Louis “Charly” Foucault, seu irmão Bernard decidiu vender a propriedade. O empresário Martin Bouygues, proprietário do Château Montrose, no Médoc, foi quem adquiriu com a missão de manter as tradições dos vinhos do Clos Rougeard produzidos quase sem intervenção.
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São 11 hectares de vinhedos distribuídos por 20 parcelas, cultivados em agricultura orgânica há oito gerações — nunca viram um produto químico em séculos. Produções mínimas, uvas colhidas à mão e envelhecimento longo: dois anos em barricas e mais dois em garrafas. ‘O importante é deixar o vinho tranquilo’, é a máxima em Clos Rougeard.
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As Cuvées do Clos Rougeard
Cada um dos quatro rótulos do domínio é uma expressão pura e singular do seu terroir:
• Le Clos: Um assemblage de 15 parcelas em Saumur-Champigny, expressa a fruta vibrante do Cabernet Franc com notas florais e de especiarias.
• Les Poyeux: Proveniente de um vinhedo de quase 3 hectares com solos de argila e areias eólicas, esta cuvée se destaca pela fineza e notas de frutas vermelhas.
• Le Bourg: De vinhas muito antigas em Chacé, este vinho de predominância calcária revela fruta madura e carnuda com uma textura densa e estruturada.
• Brézé: Um branco de Chenin Blanc, oriundo de diversas parcelas na colina de mesmo nome. É uma joia que expressa a salinidade e a riqueza aromática da casta.
OS VINHOS









