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França

Bordeaux

O espírito borgonhês aplicado à delicadeza dos tintos de Castillon

A Clarets recebeu reposição do Domaine de L’A, projeto de Stéphane e Christine Derenoncourt que une viticultura biodinâmica, abordagem parcelar e vinificação sensível para revelar a profundidade dos terroirs de Côtes de Castillon.

Filho de um metalúrgico, o vinho não estava na vida de Stéphane Derenoncourt até ele resolver trabalhar na colheita em Fronsac em 1982, aos 18 anos. Em pouco tempo, seus talentos se provaram nessa área e ele se tornou um consultor famoso – dando seus conselhos e levando suas ideias dos Estados Unidos à Turquia, da Itália às mais variadas denominações francesas. Em 1999, juntamente com sua esposa, Christine, deu início ao Domaine de L’A Darenoncourt, na pouco falada denominação de Côtes de Castillon, onde, com espírito borgonhês, produz espetaculares vinhos bordaleses.

Stéphane e Christine se intitulam “livres pensadores” cujo “trabalho é revelar o que está certo e a profundidade das uvas para fazer um vinho que tem o nosso toque sem traí-las”. São 12 hectares no município de Sainte-Colombe, com 80% de Merlot e 20% de Cabernet Franc trabalhados em parcelas singulares, como se cada uma tivesse uma “denominação” própria, tudo cultivado de forma biodinâmica. A idade média das vinhas é de 40 anos. A fermentação é espontânea com leveduras indígenas.

A expressão de um lugar nunca distorcida — é assim que Stéphane e Christine definem o propósito dos vinhos do Domaine de L’A.

Todos os materiais utilizados na adega: pedra, cal, tijolo, madeira, cânhamo para isolamento (sem um grama de cimento ou ferro) seguem a sinergia que eles imaginam em seus vinhos. “Sonhamos com uma vinícola inteira dedicada ao vinho. Fizemos isso em 2005. O trabalho demorou um ano. A abóbada é inspirada na arquitetura românica das caves da Bourgogne. Amamos essa beleza crua”. Eles dizem que seus vinhos se “reinventam a cada ano”, sendo a “a expressão de um lugar nunca distorcida”.

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