Mais de 150 anos na Langa e o monopólio de Monprivato
A vinícola teve origem no século XIX com Giuseppe Mascarello, mas foi seu filho Maurizio quem marcou um ponto de virada em 1904, ao adquirir a propriedade Monprivato e iniciar a produção de Barolo com uvas próprias. Ele transferiu a adega para Monchiero, local ideal para a conservação dos vinhos. Após sua morte, o filho Giuseppe II assumiu a gestão e dedicou-se exclusivamente à viticultura a partir dos anos 1930, modernizando a adega com barricas de carvalho e elevando a qualidade do Barolo.
Na década de 1960, Mauro Mascarello entrou no negócio. Experimentou novas técnicas de vinificação, mas retornou ao método tradicional de maceração longa de 30 dias. Introduziu também a vinificação separada por vinhedo — passo decisivo para a casa. Em 1979, unificou todas as propriedades da família, criando a Azienda Agricola Giuseppe Mascarello e Figlio.
Mauro assumiu o cultivo direto do Monprivato em 1980, mantendo a filosofia tradicional com foco em práticas sustentáveis e rigor técnico: poda curta, desbaste seletivo, colheita manual e produção limitada a 6.000 kg/ha — muito abaixo do permitido pela DOCG Barolo.
A família destacou-se ainda por inovações como o projeto de clonagem do Michét, em 1983, e o desenvolvimento de um vinificador específico para a Nebbiolo, patenteado em colaboração com o enólogo Donato Lanati. Em 1985, o Barolo Monprivato 1978 foi eleito o melhor vinho de uma degustação em Londres, superando rótulos como Château Pétrus e Margaux.
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O único produtor de Monprivato — um cru cuja singularidade os fósseis marinhos no solo confirmam.
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Hoje, Mauro trabalha ao lado da esposa Maria Teresa e do filho Giuseppe, enólogo formado em Alba. Com o passar dos anos, a família adquiriu todas as parcelas do Monprivato, tornando-se o único produtor deste cru.
OS VINHOS



