Produtores

  • FRANÇA
  • ITÁLIA
  • ESPANHA
  • PORTUGAL
  • CHILE
  • ARGENTINA
As vinícolas francesas são conhecidas mundialmente pela qualidade de seus vinhos. A França possui algumas das mais conhecidas regiões produtoras, entre as quais podemos destacar Bordeaux, Borgonha, Champagne, Alsácia, Rhône, Provence e Vale do Loire. Na parte central do país, contudo, quase não há vinhas. Nesta área, há uma das maiores florestas de carvalho da Europa, que serve de matéria-prima para as melhores barricas do mundo, destinadas aos grandes vinhos. Com o elevado prestígio dos rótulos lá produzidos, a França é um dos países que mais exporta no planeta.
  • Bordeaux
  • Borgonha
  • Champagne
  • Loire
  • Provence
  • Alsácia
Bordeaux é a região que mais produz vinhos de qualidade no mundo. Está localizada no sudoeste francês, banhada pelo Atlântico e cortada por rios importantes como o Garonne e o Dordogne, que desaguam no Gironde, formando um terroir único em termos de topografia e condições climáticas. Sua extensão de vinhas supera os 100 mil hectares. Neste cenário, temos cerca de 60 denominações de origem (AOC) dentro de seis sub-regiões. Além de uma diversidade incrível de vinhos tintos, lá há também importante produção de brancos secos e doces. O chamado “corte bordalês”, ditado pelas condições de terroir, tem como uvas principais as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, enquanto as brancas Sémillon e Sauvignon Blanc modelam grandes brancos em variados estilos. Na “Margem Esquerda” do rio Gironde estão localizadas as principais regiões para produção de vinho tinto com predominância da uva Cabernet Sauvignon, assim como os principais brancos secos produzidos em Bordeaux. Na “Margem Direita” do Gironde ficam as denominações mais relevantes para rótulos tintos com a predominância das variedades Merlot e Cabernet Franc. Um pouco mais ao sul, dentro do Y formado pelos afluentes Garonne e Dordogne, antes de desaguarem no Gironde, encontra-se a região de Entre-Deux-Mers (“entre dois mares”). Por fim, outra importante área vitivinícola, mas para a produção de vinhos doces, é Sauternes, situada ao sul da “Margem Esquerda” do rio Gironde.
Château Montrose
Château Latour
Château Pichon Longueville
Comtesse de Lalande
Château D’Issan
Château Léoville Las Cases
Château Léoville Barton
Château Talbot
Château Ducru-Beaucaillou
Château Gloria
Château Potensac
Château Larrivet Haut-Brion
Château Pavie
Château Trotanoy
Château Nenin
Château Le Bon Pasteur
Château Marjosse
Château Climens
Château Doisy-Védrines
A Borgonha, juntamente com Bordeaux, é a região produtora mais famosa da França. Está situada no centro-leste do país, com suas sub-regiões espalhadas entre Dijon, ao norte, e Lyon, ao sul, com exceção apenas de Chablis, sub-região localizada ao noroeste de Dijon. Com clima continental, é terra de grandes brancos e tintos feitos com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, que lá alcançam um esplendor único, sendo capazes de revelar vinhos míticos nas comunas de maior prestígio dentro da chamada Côte d’Or, o trecho de vinhedos mais reputados da Borgonha. Ao todo são 28.841 hectares de vinhedos, o que representa 3% de toda a vinicultura comercial na França e também revela a raridade de seus vinhos. Aqui, nos afloramentos de calcário, surgem os melhores Chardonnays do planeta sob as denominações Meursault e toda a família de Montrachet. Nos solos onde a argila predomina, notadamente na Côte de Nuits, a Pinot Noir molda vinhos imprescindíveis em comunas famosas como Vosne-Romanée, Chambertin e Morey-Saint-Denis, entre outras, com toda finesse, delicadeza e complexidade que se espera dos grandes vinhos da Borgonha. Fora dessa faixa contínua, mais ao noroeste de Dijon, há um terroir isolado, de solo e clima únicos, Chablis, que mostra uma roupagem mais incisiva e mineral da Chardonnay, com vinhos tensos e cheios de energia.
La Chablisienne
Domaine Dujac
Domaine Leflaive
Domaine Ponsot
O fascínio das borbulhas em um espumante é sempre mais relevante quando falamos de Champagne. Os espumantes ali produzidos estão sempre ligados às comemorações e, sobretudo, ao prazer e ao romantismo. A conjunção única de seu terroir (a união de solo, clima e um savoir-faire diferenciado) faz do Champagne o rei dos espumantes. Um clima hostil, um solo fortemente calcário e uma coleção criteriosa de “vins de réserve” formam um arsenal perfeito para a elaboração de grandes Champagnes, nos quais a acidez, equilíbrio e complexidade são incontestáveis e irreproduzíveis. Apesar de ser uma região com enorme área de produção, aproximadamente 34 mil hectares, só há uma denominação de origem (Appellation d’Origine Contrôlée – AOC), criada em 1927. Fica claro, assim, que os produtores se focam no prestígio da marca, ou seja, tudo na região é Champagne. São apenas três terroirs (Montagne de Reims, Côte des Blancs, e Vallée de la Marne) e três cepas (Chardonnay, Pinot Noir, e Pinot Meunier) que se entrelaçam em tipos e estilos fascinantes.
Philipponnat

O Vale do Loire é banhado pelo rio Loire, patrimônio mundial da Unesco desde 2000 como “paisagem cultural”. Se estende de Nazaire, no Atlântico, até os arredores de Nevers, na Borgonha. O Vale do Loire pode ser subdivido em quatro grandes regiões: Loire Central, Touraine, Anjou-Samur e Nantais.

O vale possui uma grande variedade de uvas e muitas denominações de origem controladas (AOC). Quando se pensa em Loire de uma maneira geral, a casta Chenin Blanc está sempre em destaque, sendo cultivada nas AOCs no entorno da cidade de Tours. A parte leste, ou Loire Central, é famosa pelas uvas Pinot Noir, para vinhos tintos e rosés, e pela Sauvignon Blanc para os brancos. Nas outras regiões também se encontram castas como Cabernet Sauvignon, Malbec, Chardonnay, Gamay, entre outras.

Além dos vinhos, o Vale do Loire é muito conhecido pelos excelentes queijos ali produzidos, principalmente elaborados a partir de leite de cabra (chèvre), como os magníficos Valençay, Sainte-Maure de Touraine e Chavignol. Isso sem falar dos magníficos castelos ao longo de todo o Loire e seus afluentes.

Domaine Vacheron
Nicolas Joly
Os fenícios fundaram Marselha há 2.600 anos e acredita-se que lá introduziram pela primeira vez a videira no território francês. Embora essa região também produza vinhos brancos e tintos, o fato é que são os rosés que lhe dão fama. E não poderia ser diferente. Em Provence são produzidos os melhores rosés do mundo e eles representam aproximadamente 75% de tudo o que lá se produz. Por questões de terroir, clima e experiência na produção destes vinhos, consegue-se fazer rosés únicos, com o perfeito equilíbrio entre frescor e elegância. Três denominações concentram 95% da produção: Côtes de Provence, Coteaux-d’Aix-en-Provence e Coteaux Varois. Em relação à variedade de uvas, há uma grande paleta de cepas, devido principalmente à diversidade do relevo e do clima. Dentre as tintas, destacam-se a Grenache, a Cinsault e a Mourvèdre. Já entre as brancas, a Rolle, a Clairette e a Bourboulenc.
Mirabeau
Triennes
A Alsácia é uma região que se estende por 170 quilômetros de comprimento a oeste de uma linha que vai de Than, ao sul, até Marlenheim, ao norte, na divisa com a Alemanha. A região, protegida pelo maciço de Vosges, beneficia-se de um clima continental com primaveras quentes, verões secos e ensolarados, longos outonos e invernos frios, favoráveis à cultura das vinhas. Seu sistema de denominação permite aos vinhos exibir as cepas das quais são provenientes e entre as mais importantes estão: Gewürztraminer, Riesling, Muscat e Pinot Gris. Na Alsácia, existem somente três denominações. Uma para os vinhos de cepa, outra para os Grand Crus e uma terceira para os Crémants. Por ter pelo menos 13 tipos de solos na região, é possível se obter vinhos muito diferentes provenientes de uma mesma casta.
Domaine Zind-Humbrecht

A Itália tem uma das mais antigas histórias relacionadas ao vinho. Desde a Antiguidade, os gregos já sabiam do enorme potencial dos vinhos da região italiana e ensinavam a fermentação das uvas aos etruscos. Não à toa o sul da Itália chegou a ser chamado de Enótria (terra do vinho). O vinho ainda contribuiu para o nascimento e crescimento do Império Romano. Júlio César, por acreditar que a bebida tinha propriedade bactericida, ordenava a distribuição aos soldados, mercenários e legionários.

Com influência dos Alpes ao norte, dos Apeninos no centro, e dos mares e montanhas no sul, o terroir italiano é extremamente diversificado com os mais variados solos e uma série de uvas autóctones. Uma potência vitivinícola com 20 regiões bem definidas por todo o país.

Astoria
Ornellaia
Casanova di Neri
Villa Diamante
Tenute Rubino
A Espanha é o terceiro maior produtor de vinhos do mundo, ficando atrás somente da França e da Itália. No entanto, é o país com a maior área de vinhedos do planeta. Com território ocupando aproximadamente 80% da Península Ibérica, pode-se encontrar inúmeras regiões vinícolas que expressam diferentes terroirs e microclimas. Dentre as regiões mais conhecidas pode-se citar Navarra, Rioja e Aragão, situadas ao norte, Catalunha, onde se produz os Cavas, e Castilla y Leon, onde são produzidos os famosos vinhos da denominação Ribera del Duero.
Juvé & Camps
Arínzano
Aalto

Portugal ocupa uma posição de destaque entre os países produtores de vinhos no mundo. Apesar do tamanho diminuto de suas terras, é conhecido pela grande quantidade de uvas nativas, com cerca de 250 castas ditas indígenas.

Na moderna vitivinicultura portuguesa, suas regiões de grande importância histórica se destacam: Douro, no norte, e Alentejo, no sul. O Alentejo saiu na frente, modernizando suas vinhas e seu estilo de vinificação, proporcionando vinhos macios, cheios de frutas e com boa estrutura para envelhecimento. Já o Douro, muito preso à fama, demorou um pouco mais para se modernizar. O fenômeno “Douro Boys”, um grupo de jovens enólogos talentosos de casas importantes e tradicionais, sacramentou definitivamente esta revolução, abrindo caminho para muitos outros explorarem o grande potencial da região, produzindo vinhos espetaculares.

Pêra-Grave
Luis Seabra
Grau Baumé

O Chile, dentre os países produtores de vinho na América do Sul, sem dúvida é o que tem mais sucesso comercial e é o mais reconhecido pela qualidade de seus vinhos.

Foi a partir da década de 1980 que, depois de uma fase com melhorias tecnológicas, a produção de vinhos no Chile aumentou drasticamente, bem como a qualidade do que se produzia.

O Chile é um país comprido de norte a sul, recheado de vales, onde o Pacífico e as Cordilheiras ditam o terroir de cada região. Poucos lugares no mundo, além de Bordeaux, apresentam condições tão ideais para o cultivo da Cabernet Sauvignon como no caso do Alto Maipo, mais especificamente Puente Alto, no Vale Central.

Por ser um país de grande extensão longitudinal, o Chile concentra diversos climas. No entanto, na região do Vale Central, a mais conhecida, o clima é mediterrâneo. A grande amplitude térmica diária faz com que o ambiente seja bastante propício para o cultivo de uvas.

Atualmente, o Chile possui seis grandes regiões vinícolas: Aconcágua, Atacama, Austral, Coquimbo, Sul e Valle Central.

Almaviva
Chadwick
Seña
Clos Apalta
A Argentina é a maior produtora de vinhos da América do Sul. Um país que, no começo deste século, despertou para o cenário internacional modernizando sua vitivinicultura baseada na casta Malbec, que ganhou identidade própria no terroir mendocino. Mais recentemente, a região de Mendoza começou a ser explorada a fundo, mapeando áreas mais nobres e descobrindo outras inéditas, como o frio e distante Vale de Uco. É bom lembrar que mais de 80% do vinho argentino é produzido em Mendoza. Mendoza possui aproximadamente 140 mil hectares de vinhedos, mais de 66% do total de vinhedos da Argentina, sendo a região mais importante na produção de vinhos do país. Mendoza está situada próxima aos Andes, em uma altitude que varia entre os 800 e 1200 metros acima do mar. A grande amplitude térmica, com dias quentes e noites frias, favorece o amadurecimento ideal das uvas. Na maior parte da região, os solos são arenosos e de fácil drenagem, ideal para o cultivo das vinhas.
Achaval-Ferrer