O domaine foi criado em 1948, quando François Raveneau consolidou suas propriedades com as parcelas de vinhedos da família de sua esposa. A reputação desta propriedade se espalhou rapidamente, pois seu estilo era facilmente reconhecível como muito superior. A produção do domaine sempre foi minúscula. Os filhos de François, Bernard e Jean-Marie, assumiram totalmente o domaine em 1995 e hoje é administrado também por Isabelle Ravenau, filha de Bernard, e Maxime, filho de Jean-Marie. Juntos cultivam quase oito hectares de terra. Raveneau é conhecido pela sua untuosidade dentre os demais Chablis mas com salinidade e mineralidade final que lhe confere mais relevo. O mais indiscutível entre todos Chablis há mais de 5 décadas. Segundo Ravenau, em anos fracos, seus Premier e Grand Cru são longevos ao ponto de durarem mais de 15 anos. Dos vinhos produzidos por Ravenau, Montée de Tonnerre vem principalmente do Climat Pied d’aloup, entre os melhores e que se caracteriza por certa austeridade, é um premier cru excepcional, situado a leste da encosta contínua de Chablis grand crus, na margem direita do rio Serein, separado do grand cru Blanchot apenas por um vale estreito. Ele compartilha o clássico solo de calcário e calcário Kimmeridgian, bem como a melhor exposição sul / sudoeste.
Montée de Tonnerre se destaca por sua espinha cítrica, mineral e complexidade aromática, além de sua combinação de profundidade e é potencialmente o premier cru de envelhecimento mais longo. De acordo com Isabelle Raveneau, a família possui cerca de dez vinhedos diferentes em Montée de Tonnerre, com vinhas entre 5 e 70 anos e uma idade média entre 30 e 40 anos. Já na margem direita do Rio Serein, Ravenau produz outros dois excelentes premier crus dos vinhedos de Vaillons, com caráter denso, concentrado e volumoso e Butteaux, que segundo Bettane Dessauve, é tenso e fino e com fim de boca charmoso. A partir de 2007 começou a produzir um Chablis com vinhas plantadas aos arredores do vinhedo premier cru Mountmaim. No Domaine a colheita é feita totalmente de forma manual, fato raro em Chablis, e de quase sempre com alguma antecedência, com o principal objetivo de manter a acidez natural das uvas Chardonnay. O rendimento por hectare é levado ao mínimo possível, sendo as vinhas velhas severamente podadas no inverno para reduzir os rendimentos. Após a colheita, as uvas são prensadas em deixadas em repouso durante 12 horas.
Isabelle Raveneau inocula o mosto para iniciar a fermentação, que ocorre em tanques de aço e podem levar de duas semanas a dois meses, não fazendo batonnage e dividindo o vinho em barris após o término da fermentação secundária, onde permanece em suas borras finas por 10 a 12 meses, envelhecendo em barris de carvalho e em feuilletes, grande parte de segundo uso. Os feuillettes, com cerca de metade do tamanho de um barril, são uma das chaves da expressividade dos seus vinhos. Com uma média de sete a oito anos de idade, eles não contribuem com novos aromas e sabores de carvalho, mas servem para abrir suavemente o vinho, realçado o maravilhoso perfume e a textura cremosa que são as marcas desses vinhos, principalmente quando estão maduros. Todo este cuidado nas vinhas e estas técnicas de vinificação extremamente meticulosas e tradicionalistas, resultam em vinhos com enorme pureza, precisão e mineralidade. São vinhos únicos e com enorme potencial de guarda.
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