Originalmente de Saint-Romain na Côte d’Or, William Ponsot comprou em 1872 uma vinícola em Morey-Saint-Denis, logo mudando-se para lá. Suas principais parcelas de terra na época eram Clos des Monts-Luisants e Clos de la Roche. Ele também cultivou uvas de outras denominações, tais como: Gevrey-Chambertin, Les Combottes e Charmes Chambertin. Em 1920, seu sobrinho e afilhado, Hippolyte Ponsot, assumiu o Domaine. Em 1932, começou a engarrafar a colheita na propriedade, fato bastante raro na época, feito por somente uma dezena de produtores antes da II Guerra Mundial. A primeira safra comercializada foi a de 1934. O Domaine Ponsot produz vinhos brancos e tintos espetaculares.
Entre os brancos, pode-se citar o Saint-Romain Cuvée de la Mésange, da comuna de Saint-Romain, na Côte de Beaune, um vinho cheio de nuances, sendo considerado um dos melhores da região. Outro vinho que merece destaque é o Morey-Saint-Denis 1er Cru Clos de Monts Luisants Vielles Vignes Monopole, um monopólio de vinhas antigas em Morey-Saint-Denis. A uva aqui é a Aligoté e não a esperada Chardonnay. Com rendimentos baixíssimos e uma vinificação pouco intervencionista, surge um vinho surpreendente e bastante profundo. Quanto aos tintos, são provenientes de parcelas diminutas com menos de um hectare de vinhas antigas e baixíssimos rendimentos.
Os vinhos não passam por barricas novas, preservando toda a tipicidade do terroir e resultando em vinhos concentrados, sem excesso de extração, permitindo uma longa guarda em adega. Distante das modas, o Domaine Ponsot sempre procura expressar a riqueza do terroir da Borgonha por meio de práticas de cultivo “naturais”. A intervenção humana é limitada e aplicada apenas à ajuda que a videira precisa, sem nunca tentar forçá-la de alguma forma. A despeito da enorme tradição que mantém, Ponsot conta, em suas embalagens, com sensores de temperatura para proteger seus vinhos, além de rolhas sintéticas especiais com a tecnologia “Ardea Seal”, que evitam o “bouchonné”, além de manter a elasticidade necessária, a resistência e a mínima passagem de oxigênio, evitando os inconvenientes aromas de redução.
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