Em 1989, dois dos mais conhecidos nomes da Borgonha, Jacques Seysses, fundador do renomado Domaine Dujac, e Aubert de Villaine, dono do lendário Domaine de la Romanée-Conti, acompanhado pelo já falecido amigo parisiense Michel Macaux (representado atualmente por sua filha), foram em busca de novos vinhedos. Suas atenções se voltaram para a Provence, onde eles estavam convencidos de que o potencial para grandes vinhos era enorme. Depois de uma longa busca, descobriram o Domaine du Logis de Nans, no Var, a leste de Aix-en-Provence. Eles foram imediatamente atraídos para a sua encosta levemente inclinada com exposição sul. Eles perceberam que seu microclima fresco e seus solos de argila e calcário eram ideais para a viticultura e para o desenvolvimento do projeto que tinham em mente.
A propriedade foi renomeada como Triennes, uma referência à Triennia, o festival de Baco realizado a cada três anos durante a época romana. O prefixo “Tri” também serve como um lembrete dos três parceiros originais. Convencidos pela experiência borgonhesa de que a qualidade dos grandes vinhos vem do vinhedo, os novos proprietários começaram por investir pesadamente na renovação e no cuidado das vinhas. Este foco continua uma prioridade ainda hoje. Estilisticamente, o objetivo é a pureza na expressão do terroir. Para os brancos e os rosés, a principal consideração é a elegância da fruta e o frescor dos vinhos. O microclima fresco que Triennes naturalmente aprecia favorece a acidez. Para os tintos, o desejo é produzir vinhos estruturados que combinem fruta madura com complexidade, elegância e finesse.
Triennes investiu pesadamente em seus vinhedos. Desde o início, foi implementado um ambicioso programa de replantio. O objetivo era recriar um vinhedo saudável, com vinhas e porta-enxertos adaptados às condições locais de cultivo. A administração das videiras é feita da forma mais natural possível e em harmonia com o meio ambiente. Por exemplo, cultiva-se uma cultura de cobertura a cada segunda fila para controlar o vigor, limitar a erosão e ajudar a assimilar o material orgânico. Em 2008, Triennes iniciou sua conversão orgânica com a Ecocert, o que deve levar a sua certificação em um futuro próximo.
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