A história da viticultura nas propriedades que hoje são de Nicolas Joly é muito antiga, data da época dos monges cistercienses no século XII. Um antigo mosteiro desta época ainda se encontra dentro de uma das propriedades e hoje é um importante monumento histórico. Várias personalidades famosas, como Luís XI, Luís XIV, Alexandre Dumas ou Maurice Curnonsky exaltaram a região como sendo uma das melhores do mundo para vinhos brancos. Nicolas Joly é um dos percursores do biodinamismo, considerado um “True Believer” da agricultura biodinâmica em todo o mundo.
Todas as suas vinhas, que são biodinâmicas desde 1984, colaboram com a iniciativa de Joly de valorizar ao máximo o conceito de terroir, algo amplamente difundido e sabido nos dias de hoje, mas raro e quase que desconhecido nos anos 1980 quando ele começou. Os vinhedos de Nicolas Joly estão localizados no Vale do Loire, em encostas muito íngremes. Três vinhos são produzidos em quantidades praticamente artesanais: Coulée de Serrant, Clos de la Bergerie e Les Vieux Clos.
O mais importante vinhedo de Joly é o Coulée de Serrant, um “monopólio”, de propriedade exclusiva, que possui apenas 7 hectares com videiras de 35 a 80 anos de idade. Além do Coulée de Serrant, ele possui outra propriedade ao lado, chamada Clos de La Bergerie, com mais uma denominação própria dentro de Savennières, a Roche aux Moines, um Chenin Blanc de estilo seco e incrível personalidade. Por fim, seu vinho “mais simples”, o Les Vieux Clos fica sob a denominação Savennières e é um branco muito acima da média com todos os preceitos da biodinâmica.
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